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15/07/2009
Brasil vai apresentar à UNESCO a candidatura da Estrada Real como itinerário cultural

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Os caminhos do ouro e dos diamantes da Estrada Real no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais concorrerão ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO. A decisão foi tomada na reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, órgão que delibera sobre o reconhecimento dos bens, realizada em Sevilha, na Espanha, no mês passado, e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan espera entregar nos próximos dois anos o dossiê da candidatura.
O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, representante do Brasil no comitê, está confiante no reconhecimento da Estrada Real. “Os assessores da UNESCO avaliaram que, na perspectiva de itinerário cultural, o município de Paraty, que apresentara o dossiê de sua paisagem cultural e do caminho do ouro na subida da Serra da Bocaína, deveria apresentar algo mais amplo. Por isso, a proposta para o município agora se divide em duas: uma da cidade de sítio misto, ou seja, um local que reúne arquitetura e sítio urbano e ambiental, e outra da Estrada Real”, afirma Almeida. O país é um dos 21 signatários no comitê e tem uma lista de indicações há 12 anos. A relação está sendo revista e deverá ser apresentada em fevereiro do ano que vem. Como Paraty já integra a lista, a Estrada Real não precisará passar por uma pré-seleção para viabilizar a candidatura.
A próxima reunião do comitê está marcada para julho do ano que vem, em Brasília. O superintendente do IPHAN em Minas, Leonardo Barreto, comemora a novidade. “A ideia é que até o encontro estejamos com as informações prontas para integrar o dossiê. Esse título é uma aspiração de toda a sociedade mineira, que tem uma série de esforços consolidados e parcerias estabelecidas. Vamos concretizar um trabalho que está sendo feito em Minas, Rio e São Paulo. O próximo passo é estreitar as relações entre as superintendências dos três estados para que tenhamos unicidade nas atividades”, diz.