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29/06/2009
Acordo do MPE com a Prefeitura garante a proteção de ruínas da fábrica de ferro

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Um acordo celebrado pelo Ministério Público Estadual com o Município de Morro do Pilar assegurou a proteção de três importantes bens culturais existentes na localidade: o “Conjunto das Minas do Hogó”, a “Capela do Canga” e as “Ruínas da Fábrica de Ferro do Intendente Câmara”.Em razão do acordo firmado com o promotores de Justiça André Luis Machado Arantes, da Comarca de Conceição do Mato Dentro, e Marcos Paulo de Souza Miranda, coordenador da Promotoria Estadual do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, os bens - que não contavam com qualquer tipo de proteção - foram tombados no último dia 3 de junho.

Em reunião realizada na sede da Promotoria Estadual do Patrimônio Cultural e Turístico, a Prefeitura assumiu o compromisso de elaborar projeto de revitalização dos sítios históricos e a captar recursos para promover a execução das medidas. Além de promover a proteção dos bens culturais o acordo possibilitará o incremento da atividade turística em Morro do Pilar, que está situada no “Caminho dos Diamantes” do Circuito da Estrada Real.

Histórico  

O Morro de Gaspar Soares, antiga denominação de Morro do Pilar, começou a ser povoado nos primeiros anos do século XVIII, tendo sido ali erguida uma capela, em 1710, sob a  invocação de Nossa Senhora do Pilar, e o primeiro arraial, com cerca de quarenta casas. O bandeirante Gaspar Soares iniciou a exploração do ouro no Alto da Canga em 1704, findando essa atividade em 1743. No ano de 1740, o arraial foi transferido para o local onde se encontra a cidade de Morro do Pilar, em função da necessidade de expansão da atividade mineradora. Um acidente ocorrido em 1743, nas minas do Hogó, ocasionou  a paralisação da  mineração, cujos vestígios arqueológicos, remanescentes tanto do ciclo do ouro quanto da fábrica de ferro, ainda podem ser contemplados no alto do Morro da Canga ou Hogó.

Por meio de uma Carta Régia, em 1808, foi criada a fábrica, uma das primeiras do País. A sua instalação ficaria a cargo do intendente do Distrito Diamantino, Manoel da Câmara Bittencourt e Sá, que a iniciou no ano seguinte. Entre 1814 e 1815, a fábrica produziu ferro líquido pela primeira vez no Brasil. Atualmente, as ruínas estão protegidas em um monumento construído para homenagear a memória do Intendente Câmara.