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28/11/2007
Brasil vai rever lista de bens culturais indicados à UNESCO

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O Brasil vai rever em fevereiro de 2008 a lista de propriedades culturais indicadas à UNESCO para integrar a Lista do Patrimônio Mundial. A informação é do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, Luiz Fernando de Almeida, para quem a revisão visa atender as novas normas do Comitê do Patrimônio Mundial, segundo as quais o processo de indicação das propriedades deve presumir a efetiva intenção do país em apresentar o dossiê do bem a ser inscrito. Atualmente, a lista indicativa brasileira é composta por dezenas de propriedades, sendo que entre elas apenas dois dossiês foram apresentados à UNESCO nos últimos cinco anos: o do centro histórico de Paraty e o da Paisagem Cultural do Rio de Janeiro. Entretanto, ambos foram devolvidos pelo Comitê para novos estudos e adequações.

Na revisão da lista, a indicação da Paisagem Cultural da Estrada Real é uma das novas propostas em discussão pela direção do IPHAN. No Seminário Nacional Caminhos Históricos e Rotas Culturais, realizado em Diamantina em agosto passado, o presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Estrada Real, Eberhard Hans Aichinger, apresentou a Luiz Fernando o pleito da inclusão da Estrada Real na lista indicativa brasileira. Finalmente, em outubro os estudos históricos e cartográficos que fundamentam a indicação, realizados pelo Instituto em parceria com o SEBRAE-MG, foram oficializados junto ao IPHAN.

Autenticidade

Segundo Eberhard, a indicação da Estrada Real na categoria de Paisagem Cultural da Humanidade está alicerçada em estudos que comprovaram a autenticidade dos traçados das rotas do Caminho Velho, Novo e dos Diamantes. Esta autenticidade foi atestada pelo geoprocessamento de mapas antigos, como do engenheiro militar português José Joaquim da Rocha, de 1778, e pelas pesquisas de campo que revelaram que os traçados dos caminhos permanecem os mesmos 300 anos depois. Outros fundamentos do pleito do Instituto Estrada Real são o elevado nível de integridade histórica e arquitetônica de conjuntos urbanos tombados ao longo dos caminhos e o enorme patrimônio natural ainda preservado na área da Estrada Real.