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26/05/2007
Comitiva completou travessia pelo sertão de Guimarães Rosa

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“O real não está nem na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. A frase, de Guimarães Rosa, bem define o clima e a sensação que tomou conta dos vaqueiros e da equipe da Comitiva do Sertão das Gerais ao chegarem à Fazenda São Francisco, em Araçaí, destino final da viagem que começou no dia 17 de maio, na Fazenda Sirga, em Três Marias, e refez a travessia do grande escritor pelo sertão em 1952, percorrendo nada menos do que 247 quilômetros.

Ao apearem das montarias no mesmo curral de 55 anos atrás, os vaqueiros, muitos com os olhos embargados, não escondiam a satisfação por terem vencido o desafio, abraçando e saudando a todos que foram assistir à chegada da comitiva na Fazenda São Francisco. Nas rodas que se formaram, muitos, emocionados, manifestavam com orgulho a convicção de terem participado de um momento histórico. Como o coordenador executivo do projeto, Pedro Fonseca, para quem “a comitiva fincou um marco, por que teve coragem, acreditou em um sonho, e o realizou”.

Também José Oswaldo dos Santos, entusiasta de Guimarães Rosa e idealizador do projeto Contadores de História, que populariza a sua obra através de grupos de jovens e adolescentes, assinalou que a comitiva representou um momento único de resgate histórico e cultural. “A comitiva é como uma travessia. E é por isso que ela vai continuar” ele profetizou.

O Crioulo, filho do Chico Moreira, chefe da comitiva de 2007 como o seu pai em 1952, deu outra dimensão à proeza dos vaqueiros. Antes de puxar o último Pai-Nosso e a última Ave-Maria da viagem, ele sintetizou: “obrigado, Senhor, por ter nos dado uma boa viagem”.

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