Novidades > Artigos

03/01/2007
Carga tributária, juros altos e burocracia são os maiores entraves ao desenvolvimento

Foto Anterior Legenda da foto bla bla bal baljjflakjf adflajf adf Foto Posterior

Depois da intensa exposição pela mídia dos escândalos do mensalão e dos sanguessuguas, a pesquisa da WWF-Brasil, realizada pelo Ibope junto a 1001 entrevistados em 217 municípios do país em dezembro passado, só poderia ter dado mesmo a corrupção, com 62%, como o principal entrave para o desenvolvimento brasileiro, enquanto “restrições ambientais” ficaram com apenas 7% das menções. No calor da polêmica desenvolvimento versus meio ambiente e sobre a permanência da ministra Marina Silva à frente do Ministério, este foi o ângulo da pesquisa explorado pela mídia e pelos ambientalistas, mas ela revelou outras percepções da opinião pública, que não podem passar desapercebidas.

Para 44% dos entrevistados pelo Ibope, por exemplo, a carga tributária e os juros altos constituem o maior entrave para o desenvolvimento econômico do país. Já em terceiro lugar no ranking dos maiores obstáculos ao crescimento, figura para a opinião pública brasileira a burocracia, com 21%, seguida por “projetos e relatórios mal elaborados”, tanto pelo governo quanto pelos empreendedores privados, com 20%. E a estes dados se soma outro igualmente revelador: nada menos do que 16% dos entrevistados na pesquisa encomendada pela WWF culpam a falta de diretrizes e de políticas integradas pelas dificuldades para o desenvolvimento.

Além disso, a opinião pública tem uma avaliação mais negativa do que positiva sobre o governo Lula e as questões ambientais. De acordo com 22% dos entrevistados, o governo “não deu nenhuma importância” ao tema da água e do meio ambiente, enquanto 23% registraram que o grau de importância dado foi baixo. Apenas 15% consideraram que o governo deu alta prioridade ao meio ambiente, enquanto 29% avaliaram como média a preocupação governamental.

Esperanças

A pesquisa do Ibope revelou, entretanto, que os brasileiros nutrem grandes esperanças quanto ao desenvolvimento sustentável. Nada menos do que 32% dos entrevistados acreditam ser “totalmente possível uma harmonia entre o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e renda com a proteção dos recursos naturais”, sendo que outros 32% julgaram ser “parcialmente possível”. Apenas 10% dos entrevistados apontaram ser impossível harmonizar desenvolvimento e meio ambiente, enquanto 21% consideraram ser “pouco possível”.