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27/10/2006
Audiência pública debaterá impacto de hidroelétricas no Rio Madeira

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O licenciamento ambiental para a construção do Complexo Hidroelétrico do Rio Madeira, projetado por Furnas, será tema de três audiências públicas que o Ibama realizará entre os dias 8 e 11 de novembro, em Rondônia. Com base nos resultados destas audiências, o Ibama pretende elaborar o relatório técnico sobre o empreendimento e dará o seu parecer sobre a viabilidade ambiental da construção das usinas de Santo Antônio e Jirau no Madeira, entre Porto Velho e Abunã, cuja capacidade de geração de energia está projetada para 6.450 MW.

No Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), apresentado por Furnas ao Ibama em julho do ano passado, a estatal sustentou que o projeto de engenharia adotou soluções para que os impactos de construção das usinas sejam os menores possíveis. Para tanto, as duas barragens terão baixa queda, já que ambas deverão usar turbinas do tipo bulbo que não exigem grandes reservatórios de água, mas volume e velocidade. Entretanto, o Ibama solicitou 29 complementações ao EIA/Rima, envolvendo desde a questão do mercúrio sedimentado no leito do rio e os prejuízos à agricultura de várzea até as ameaças às cachoeiras, igarapés, praias e áreas de lazer.

Boa parte destas complementações já foi feita por Furnas, como informa o Ibama, mas a construção do Complexo do Rio Madeira provoca polêmica entre as populações ribeirinhas. Em Abunã, a 300 quilômetros de Rio Branco, no Acre, o temor é o de que a construção da usina do Jirau inunde as praias do Balneário de Fortaleza, visitadas todos os anos, em julho e agosto, por milhares de turistas. Além disso, cerca de 30 espécies de répteis e 90 de anfíbios da região estariam também ameaçados.