Novidades > Artigos

21/08/2006
Expedição Caminhos Antigos completa uma semana com muitas novidades

A expedição Caminhos Antigos das Minas à Bahia chega ao seu sexto dia de viagem com inúmeras novidades. Até agora, os pesquisadores já percorreram as cidades de Mariana, Ouro Preto, Itabirito, Raposos, Caeté e Sabará e Santa Luzia.

Em Mariana, ponto de partida da Expedição, o grupo pôde perceber o envolvimento da população em projetos para revitalizar o patrimônio arquitetônico e fortelecer o turismo cultural da cidade. Essa é a prova que, depois de anos sofrendo com o descaso do poder público, a Mariana está no caminho certo para voltar aos velhos e bons tempos.

Atualmente, o Programa Monumenta é iniciativa de maior importância na cidade. São R$7,5 milhões investidos em ações de revitalização dos cerca de 40 bens tombados pelo Iphan. As obras das Praças Minas Gerais e Tancredo Neves já estão em fase final. A previsão é que as duas sejam inauguradas no próximo dia 22, com a presença do Ministro da cultura, Gilberto Gil. Outra obra de destaque na cidade é a casa da Rua Direita. A casa será totalmente reformada para se transformar em um Centro de Atenção ao Turista.

No segundo dia de viagem, a Expedição chegou a Ouro Preto. Lá visitou importantes marcos históricos da aventura do ouro que fez erguer no vale do Tripuí, um dos mais imponentes conjuntos arquitetônicos do Brasil e o primeiro sítio do país reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

O grupo foi à Casa da Baronesa, construída na segunda metade do século XIII, que recebeu uma reforma completa, com um custo total de mais de R$ 360 mil. Outra edificação visitada pela expedição foi a Casa do Gonzaga, sede das Secretarias Municipais de Cultura e Turismo e do Patrimônio Histórico e Desenvolvimento Urbano. O imóvel foi revitalizado recentemente pelo Programa Monumenta por um custo de R$ 337 mil.

Já em Lavras Novas, a equipe acompanhou de perto o projeto de Revitalização do Artesanato em Taquara, realizado com recursos do Monumenta. O projeto, iniciado em 2001, busca resgatar, através de oficinas de artesanato, essa atividade que, por anos, foi a principal fonte de renda da comunidade.

Depois de passar por Lavras Novas a expedição voltou a Ouro Preto para visitar o Parque Municipal das Andorinhas, localizado dentro do Complexo do Espinhaço. Lá, a equipe pôde perceber que, mesmo com resquícios da exploração, o parque ainda possui áreas intocadas que formam uma das mais belas paisagens de Minas Gerais. A estimativa é que existem mais de 20 cachoeiras na região.

Ainda em Ouro Preto os viajantes visitaram o Parque Estadual do Itacolomi. Lá, foram Casa Bandeirista, uma construção do início do século XVIII que servia como um posto de vigilância das minas de Ouro Preto. Além disso, foram ao Museu do Chá, um galpão do começo do século XX que funcionava como uma fábrica de chá e ainda hoje possui o maquinário da época.

Já em Sabará, os pesquisadores foram ao Conjunto Arquitetônico da Rua Pedro II, onde está situado o Teatro Municipal e outras edificações históricas da cidade. Também percorreram os remanescentes da Estrada Real no Parque Eco-Pedagógico da cidade. Ainda na cidade, se deslumbraram com o artesanato da cidade: a renda de turca, uma técnica de tricô feita singular das artesãs de Sabará. Pela sua singularidade, as artesãs buscam o reconhecimento como Patrimônio Imaterial.

Seguindo para Santa Luzia, a expedição visitou o recolhimento de Macaúbas, local que era sede do Convento de Macaúbas e onde 9 filhas de Xica da Silva estudaram. Também foram ao túmulo do Doutor Lund, pai da paleontologia.

Amanhã, sábado (19/08), eles chegam a Santana do Riacho para percorrerem a Serra do Cipó. E no domingo, seguem viagem para Pedro Leopoldo para visitarem a Gruta do Baú, local onde Fernão Dias Morreu. Já na segunda-feira (21/08) começa a segunda etapa da expedição, em Diamantina.