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26/07/2006
Expedição registra vestígios do antigo caminho da Bahia

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O Instituto Terrazul e o Programa Monumenta empreendem, a partir de 14 de agosto, um projeto inédito de pesquisa multidisciplinar em uma das mais importantes rotas coloniais do Brasil – o caminho da Bahia. A Expedição Caminhos Antigos das Minas à Bahia vai percorrer mais de 2 mil quilômetros, entre Mariana(MG) e Salvador (BA), com o objetivo de identificar e documentar o acervo histórico, cultural e natural localizado ao longo do trajeto.

Durante 30 dias, uma equipe de 12 profissionais - entre jornalistas, fotógrafos, historiadores e geógrafos - vai visitar mais de 50 municípios mineiros e baianos para buscar vestígios do antigo caminho da Bahia e registrar o estado de conservação das edificações históricas e áreas de preservação ambiental da região. Um dos focos do trabalho é verificar o andamento das atividades do Programa Monumenta, da Unesco, nas seis cidades em que atua dentro da rota, a exemplo de Ouro Preto e Salvador.

Outras sete cidades, entre elas, Sabará (MG), Mucugê (BA) e Maragogipe (BA), também receberão atenção especial, por se tratarem de municípios candidatos à inclusão no Programa Monumenta, que promove a recuperação de acervos históricos e arquitetônicos no Brasil. Além de pesquisas e reportagens, a equipe fará um trabalho de mobilização das comunidades locais, por meio de palestras e distribuição de cartazes e folders.

Entre 14 de agosto e 14 de setembro, período de execução da expedição, as reportagens realizadas serão divulgadas no site do Instituto Terrazul (www.terrazul.org.br) , em formato de um diário de viagem. Os veículos interessados em publicar os diários e outros textos jornalísticos produzidos pela equipe da expedição também terão acesso gratuito ao material. Ao final dos trabalhos, as informações e imagens registradas serão transformadas em um relatório que irá subsidiar as atividades do Monumenta na região da antiga rota.

História
O caminho antigo da Bahia foi uma das primeiras rotas que cortaram o centro-sul do Brasil e servia para ligar Salvador, então capital do Governo Geral da Colônia, à região do médio São Francisco, através dos vales do rio Paraguaçu e de Contas. A partir daí, a estrada seguia para os núcleos mineradores de Minas Gerais, subindo o vale do São Francisco e o vale do rio das Velhas.

O caminho foi fundamental para a ocupação do interior do Brasil, para o intercâmbio cultural e o abastecimento das regiões mineradoras. Por ele chegavam a carne bovina, o peixe, o sal, os escravos e os produtos vindos da Europa pelo porto de Salvador. Com a transferência da capital da colônia para o Rio de Janeiro, em meados do século XVIII, a rota da Bahia foi perdendo importância e hoje é praticamente desconhecida pela população.

Mais informações sobre a Expedição Caminhos Antigos das Minas à Bahia podem ser obtidas no site do Instituto Terrazul (www.terrazul.org.br), pelo telefone (31) 3292-1057, ou e-mail contato@terrazul.org.br.