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03/07/2006
Comissão Internacional mantém proibição à caça comercial de baleias

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Luiza Damásio

As nações contrárias à caça comercial livre de baleias conseguiram manter, pelo menos por mais um ano, a proibição imposta pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), que já vigora há duas décadas.

A moratória foi sustentada apesar da vitória do grupo pró-caça na votação realizada durante a 58ª Reunião Anual da CBI, entre 18 e 20 de junho, na ilha de Saint Kitts e Nevis, no Caribe. Ocorre que os votos favoráveis à caça (33, ante os 32 das nações contrárias) não atingiram 75% do total votante, mínimo necessário para efetivamente derrubar a proibição.

Ainda assim o resultado foi comemorado pelo grupo vencedor, pois apresentou uma configuração inédita no quadro das nações que integram a CBI. É a primeira vez em que o número de favoráveis à caça livre de baleias supera o dos que se opõem, historicamente o grupo majoritário na comissão. O pleito mostrou, ainda, o poder de fogo do Japão, país que encabeça o movimento das nações interessadas na liberação da matança. Apoiado por Noruega, Islândia – ambos ignoram a moratória internacional – e pela Rússia, os japoneses dedicam-se há anos a convencer países pobres e sem tradição baleeira a aderir à CBI. A atitude é questionada por membros como Nova Zelândia, Brasil, Argentina, Austrália e Bélgica. Eles alegam que a potência oriental oferece benefícios econômicos aos novos membros, que serviriam apenas como “marionetes” para o governo japonês conseguir a maioria dos votos nas reuniões da CBI. Entre os “marionetes” estariam países como Senegal, Togo, El Salvador, Guatemala e Honduras.

O QUE É A CBI
A Comissão Baleeira Internacional foi criada em 1946 para "providenciar a conservação adequada dos estoques de baleia e, assim, possibilitar o desenvolvimento ordenado da indústria baleeira". Com o passar do tempo, na prática, ela virou uma comissão para a conservação dos cetáceos.

Há hoje 70 países-signatários com direito a voto. No bloco pró-caça estão Japão, Noruega, Islândia e diversos países pequenos, como Antígua e Barbuda, São Vicente e Granadinas, Togo e São Cristóvão e Névis. O bloco favorável à conservação é liderado por Austrália, EUA, Brasil e Reino Unido, entre outros.

Outras informações no site oficial da CBI: www.iwcoffice.org