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07/03/2007
De “Brasil” a Brasil

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Jonas Antunes Couto

As recorrentes leituras que tenho realizado sobre a história da formação do Brasil têm me feito pensar muito sobre nossos problemas. Tais leituras e, inconscientemente, também a frase anterior, remetem-me a uma primeira grande reflexão: “quais são os nossos problemas?”. A segunda, derivada da primeira, é: “quais ou quem são os nossos problemas?”.

A grande maioria de nós responderia à primeira indagação, provavelmente, da seguinte forma: “a fome, a pobreza, a desigualdade social, a corrupção, a criminalidade...”. Já as respostas ao segundo questionamento são mais imprevisíveis, especialmente porque nem todos nós o entenderíamos.

Aqueles que, ousando responder “quais são os nossos problemas!”, certamente relatariam os mesmos problemas já evidenciados na resposta à primeira indagação. Aqueles que respondessem “quem são os nossos problemas!”, seguramente diriam em seguida: “os políticos, o Estado, a imprensa, os bandidos...”.

Dessas possíveis respostas advém uma terceira pergunta: “Não são todas essas respostas uma mesma afirmação?”.

- Como responderiam a esse questionamento?

Analisando a história construtiva do Brasil até nossos dias, desconfio ter que responder de forma afirmativa à última enquête. Todos os nossos problemas são um só: a formação cultural do brasileiro. Vivemos aprisionados a uma cultura que nos faz bem demais. Mas que, justamente por isso, gera problemas em demasia. O “EU” foi e é sempre preferível ao “nós”.

Já tratando de evitar mais um problema, não fui eu quem disse isso. Foi Vianna Moog, Caio Prado Junior, Raymundo Faoro, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda, grandes autores brasileiros e especialistas em nossa cultura. Sempre foram realistas e luminosos quando trataram da conformação cultural do indivíduo brasileiro às vontades brasileiras.

Daí deriva a última e mais importante questão: qual o problema do Brasil?

- Nós somos o problema do Brasil!!

E só não mais seremos quando nossos “bandidos” roubarem nossos “políticos”; quando o nosso “Estado” não prender nossos “bandidos” mas sim nossos políticos; quando nossa “imprensa” bajular os “bandidos” e não o “Estado”; quando os “civis” pensarem na sua mudança, e não na dos outros, para transformar nossa “nação” em Nação.

Parafraseando Vianna Moog, precisamos assimilar as lições de Aleijadinho para termos chances de corrigir as linhas mestras de nossa cultura. Disso exposto, a mensagem:

- Tenhamos iniciativa, busquemos a técnica, acreditemos no trabalho e trabalhemos em equipe, não sejamos libertinos nem avarentos. Disposição e dignidade em busca de sua conquista. Seja ela qual for!

*Jonas Antunes Couto é economista e advogado, com mestrado em Direito Econômico pela Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg).