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27/02/2007
A Reserva Mundial da Biosfera da Serra do Espinhaço

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Américo Antunes


A concessão do título de Reserva da Biosfera à porção mineira da Serra do Espinhaço, aprovada em junho passado pela Coordenação Internacional do Programa O Homem e a Biosfera – MAB, da UNESCO, é um marco das políticas de proteção da biodiversidade planetária no Brasil e apontam para novos caminhos do desenvolvimento sustentável da região, com a projeção mundial de suas vocações para o turismo histórico, cultural e ecológico. A nova reserva, cujo título será oficialmente entregue pela UNESCO em setembro, abrange 11 unidades de conservação, entre parques e estações ecológicas, estaduais e nacionais. A área protegida engloba ainda 53 cidades mineiras, entre elas Ouro Preto e Diamantina, cujos centros históricos integram a seleta Lista dos Patrimônios Culturais da Humanidade.

Considerada pela UNESCO como uma das regiões do planeta de mais rica diversidade biológica, geomorfológica e histórica, a Serra do Espinhaço é formada por uma cadeia de montanhas com altitude média de 900 metros, que nasce na região de Ouro Preto e se estende até a Chapada Diamantina, na Bahia. O Espinhaço é a única cordilheira do Brasil e constitui uma zona de transição entre o cerrado e a mata atlântica, em cujos campos rupestres se encontram espécies da flora e da fauna únicas, muitas ameaçadas de extinção. Seus terrenos são ricos em reservas de ferro, bauxita, ouro e diamantes e, por isso, a serra foi referência geográfica para a interiorização da colonização portuguesa no primeiro quartel do Século XVIII. Sobre ela seguia o caminho dos diamantes da Estrada Real, que ligava Vila Rica ao Arraial do Tijuco. Pela margem esquerda da cadeia, o rio das Velhas e o São Francisco guiavam outro caminho antigo das Minas para as Capitanias da Bahia e de Pernambuco.

Assim, à diversidade de um ecossistema único e de rara beleza aliou-se, através dos séculos, um riquíssimo patrimônio histórico e arquitetônico, preservado também em outras cidades mineiras e baianas, como Mariana, Conceição do Mato Dentro, Serro, Rio de Contas, Jussiape e Mucugê. Enfim, paisagens naturais e acervos históricos e culturais que o honroso título da UNESCO agora uniu, lançando os alicerces para a implantação de um ousado projeto de desenvolvimento econômico e social na rota da Serra do Espinhaço, em estreita sintonia com a preservação do meio ambiente.



Artigo publicado na Revista JB Ecológico em setembro de 2005.